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domingo, 21 de novembro de 2010

Semana Mineira de Redução de Resíduos


Praça da estação, sábado, 10h. Que loucura!!! Fui levada pela multidão...Adorei! Não é uma coisa que se vê todo dia.
Fonte: Google Imagens
A Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM foi convidada pela Agência Ambiental e de Gestão da Energia francesa (Agence d’Environnement et de la Maitrise de l’Energie – ADEME),  a se associar às atividades da Semana Européia de Redução de Resíduos e realizar, em Minas Gerais, a Semana Mineira de Redução de Resíduos.
Fonte: Google Imagens
Esta Semana, que irá ocorrer de forma concomitante em vários países no período de 20 a 28 de novembro, visa promover o engajamento de diversos atores (setor público, empresas, ONGs, instituições de ensino, mídia e cidadãos) em ações práticas que estimulem a conscientização e a adoção de atitudes e comportamentos quanto à importância da valorização dos resíduos gerados.Este ano, em homenagem à participação inédita de uma região do Brasil, o lançamento em todas as cidades européias será uma batucada como instrumento de mobilização social.
Então, para o lançamento, dia 20 de novembro a FEAM programou um grande evento na Praça da Estação de Belo Horizonte, com mobilização de dezenas de cooperativas de catadores de recicláveis de Minas Gerais, dos projetos sociais para comunidades carentes, ONGs, Pastoral da igreja, povos indígenas e população de maneira geral. Houve um grande desfile com apresentação de um samba enredo composto especialmente para a Semana Mineira de Redução de Resíduos, com bateria e alegorias. Durante a semana ocorreram diversos seminários no CMRR.
A mobilização foi coordenada pelo Centro Mineiro de Referência em Resíduos – CMRR, uma parceria entre a FEAM e o SERVAS – Serviço Voluntário de Assistência Social. O evento, programado para um público de três mil pessoas, teve como objetivo levar ao maior número de pessoas a necessidade de refletir sobre a necessidade de mudança nos hábitos de consumo com vistas à redução na geração de resíduos e à valorização pela reutilização ou reciclagem dos resíduos pós consumo.
Mais do que um problema tecnológico e científico, a questão dos resíduos gerados pela sociedade deve ser encarado como um problema sócio-ambiental, que tem conseqüências negativas, não apenas para o meio ambiente, mas também para a qualidade de vida e o futuro de toda a sociedade.
Neste sentido, os organizadores da Semana, seja na Comunidade Européia, seja aqui em Minas Gerais, assumem o papel de facilitadores, mobilizando a sociedade para que ela própria, representada por suas instituições e cidadãos, tome consciência e participe de forma efetiva das soluções.

Para mais informações tem o site internacional http://www.ewwr.eu e o hot site nacional - http://www.minasmenosresiduos.com.br

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uma experiência com o espaço: Festa do pijama

Eu estava mal. Precisava de alguma “experiência diferente num espaço da cidade” e não tinha nada pra contar. Todos os dias eu prestava atenção pra ver se acontecia alguma coisa... E nada! Era sair de casa, ir pra Vidraçaria, ir pra E.A., voltar pra casa...

Fonte: http://www.flickr.com/photos/arqurb_ufmg/
Então aconteceu no dia em que eu quebrei essa rotina e não voltei pra casa: a noite mais esperada, a Festa do Pijama!!! Não, eu não vou contar o que aprontamos. Quem não foi perdeu-mas pode ver as fotos.

O meu foco será avaliar o uso do espaço público quando não está sendo usufruído para o que foi feito. Difícil? Talvez eu tenha me expressado mal... Continua lendo que mais pra frente você entende.

Quando eu estava no Colegial, os meus professores falavam que nós tínhamos que participar mais da vida escolar, que a escola não tinha função sem os alunos... E naquela noite, quer dizer, uns dois dias depois, eu fiquei pensando em como a Escola de Arquitetura estava diferente sem todo mundo... Assim, os objetos físicos, cadeiras, pranchetas, mactochs, tudo estava lá, mas nós não estávamos utilizando-os.

A Festa era nas dependências da escola; D.A., corredores, jardim interno, sala 134 (pré-estréia, uhu!!!)... Mas não estávamos exercendo a função pré-determinada daqueles objetos. A sensação era quase criminosa: sussurros, coração acelerado, andando na ponta dos pés pra não fazer barulho, encostados na parede pra evitar as poucas luzes acesas, fugindo do porteiro... Por quê? Não estávamos fazendo nada de errado e, no entanto, a situação vivida no espaço da escola não era esperada para o “espaço da escola”.

Sem a luz do dia, os alunos, os professores, a D. Lurdes e a Cantina aberta, as pessoas passando conversando, rindo, tocando violão a Escola de Arquitetura deixa de ser “Escola de Arquitetura” pra se tornar apenas mais um prédio no Funcionários, com seus objetos que poderiam se transformar no que quiséssemos. 
Fonte: Google Imagens